domingo, 18 de janeiro de 2009

O Ano Novo

O ano novo


Dia 31 de dezembro, fazia aproximadamente uns 15 graus negativos aqui, se bem que com o passar das horas, ia abaixando, abaixando...

Honestamente, eu realmente não sabia o que fazer, estava de mudança de casa, iria morar agora um pouco mais perto do estúdio Leotard. 

Então imagem só eu tentando arrumar todo meu quarto e minhas coisas, para vocês terem idéia, eu tinha começado a organizar malas e roupas dois dias antes... Mas ok, já tinha deixado quase tudo pronto para a mudança e algumas  bagagens já tinha levado para a nova casa.

O Tayo foi passar o ano novo na casa da família dele e o Normand tinha uma programação para o dia: primeiro iria na casa de uma família de peruanos e depois, na passagem, ficaria com uns amigos latinos. Ele tinha me chamado para ir mas ainda não sabia se iria.

Confesso que eu estava meio deprê... Mas depois de falar com minha família e a Lu, resolvi ir com ele.



Os peruanos


A nossa primeira parada foi na casa de uma família de peruanos, ou melhor, peruanas. 

Era uma senhora que morava aqui no Canadá há uns 10 anos, e, que 5 anos mais tarde veio seus outros três filhos: José, Glória e a outra que... Esqueci o nome.


Pessoas super humildes e simples, extremamente simpáticos e muito gentis. 

Chegamos lá e a senhora já fez um prato de macarrão e um seviche... Delícia!

O seviche [ou ainda cebiche ou ceviche] ou é um típico prato peruano feito de pescados brancos e frutos do mar como polvo, lagosta e camarão por exemplo, com muitos tipos de pimenta,  lima, limão e salada simples, cebola e coentro. Simplesmente maravilhoso.


Infelizmente não consegui comer muito, eu já tinha comido antes de sair de casa. Mas o Normancha não perdeu tempo:  mandou ver o meu prato também! 


Foram super legais, a mãe ficou preocupada comigo por que achava que eu estava passando frio, eu disse que só de calça jeans e minhocão, e aqui, eles usam um outro tipo de calça por cima [em tempo, a essa hora da noite já estava MENOS VINTE], tirou medida da minha cintura e disse que tem  um bazar perto da casa deles que tinha coisas usadas por um dolar... Tipo mãezona! Muito engraçado.


Ficamos um tempo, tirei algumas fotos e nos despedimos, tínhamos que ir ainda à casa dos outros amigos sulamericanos do Normand.



Willy Rios


Nome de artista né?

Pois é, e é mesmo. 

Ele mora há uns vinte anos no Canadá, a sua casa fica em Laval, uma outra cidade perto de Montreal, ficava em outra ilha. Olha... Que casa! Bem grande.

Assim que cheguei, nem parecia que estava fora do Brasil: eu só ouvia gente falando em espanhol! Não ouvi em nenhum momento inglês ou francês, a parte dos que estavam eram bolivianos, mas tinha de tudo: gente da Nicarágua, do Equador, do Chile, do Peru, tinha três quebecoise e... eu! Brasileiro... Me lembro que na metade da festa já estava falando "portunhol" à la Wanderley Luxemburgo, imagine mi sotaque... Oui!


O Willy é músico e viajou já muito pelo mundo, principalmente para o Japão, até falava um pouco de japonês!

Descemos para o nível inferior da casa, e lá embaixo tinha um estúdio onde o Normand gravava as coisas dele [só lembrando, o Normand é músico, além de construir flautas e tocar violão, ele acabou de gravar um CD solo], muitos instrumentos e aparelhos, e o Willy me mostrou diversas fotos dele pelo mundo e principalmente dos shows que fazia no Japão, me deu um CD dele também e tocou algumas das flautas tradicionais bolivianas. 

Mas na hora da “cantoria e tocação”, eu já estava dormindo... Capotei depois da uma da manhã.

Bom, não preciso falar que comi até né? Foi ótimo experimentar diversos tipos de pratos típicos de alguns países, a esposa de Willy, por exemplo, fez um tipo de carne de panela com diversos legumes, tinha batatas e pedaços de milho... Uau... E bem apimentado e forte! Sem contar os outros tipos de carnes e acompanhamentos.

Pessoal super afetuoso, simpático e gentil, nem me senti fora do Brasil, impressionante. Havia um clima tão grande de cumplicidade e generosidade, foi algo muito bom! Achei lindo ver os pais dançando com seus filhos pequenos... Ah não, não! Não eram danças como créu e similares, eram danças típicas dos seus países de origem: danças e músicas populares e folclóricas da Bolívia e Chile principalmente.

Essa foi minha passagem de ano: muita comida, muita festa, muita música... 

Foi bem divertido, tirei umas fotos e depois fui deitar num sofá que tinha no estúdio, não aguentei: afinal, tinha acordado bem cedo para treinar né? 


Ah! É mesmo, nem falei que no dia 31, de manhã, lá estava eu pronto para começar a treinar com o senhor Victor Fomine às nove horas da “madrugada”.


Depois o Normand me acordou para irmos embora, já era umas quatro da manhã, chegamos às quatro e meia da madrugada e fui deitar umas cinco e meia da manhã, acabou que em fui da casa da Emma e da Sasha, estava quebrado, elas tinham marcado uma festa também com o pessoal que treina e alguns do Soleil.


E fui deitar já com tudo preparado para a mudança, dia primeiro de janeiro já estaria na minha nova casa.


Vamos lá.


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