quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Família de Polyanna

A Família de Polyanna pede socorro!
[extraído do blog da Glória Perez]

Ela tinha 26 anos, estava casada há poucos meses, vivendo essa felicidade toda que você vê na foto. Saiu de casa numa manhã comum, para dar uma palestra aos alunos de publicidade da PUC-GO. E não chegou lá. Seu carro foi encontrado queimado, e seu corpo, longe dali, muito machucado e com sinais de luta.

Aconteceu em setembro de 2009, e até hoje não se chegou à autoria. Dá pra imaginar como se sente a familia da Polyanna? O que eles pedem, e tem todo direito de pedir, é investigação.

Em casos assim, a imprensa tem um papel decisivo: cobrar, para não deixar cair no esquecimento!

Eu lamento muito que o “Linha Direta” tenha saído da grade da Globo. Prestava muitos serviços, quando divulgava casos dessa natureza. Mesmo quando não se tem a identidade do criminoso, há que se considerar que alguém sempre terá visto alguma coisa que conduza a ele. E a insistencia na cobrança ajuda a encorar essas pessoas a falar.

A Priscila, irmã da Polyanna, escreveu desabafando:

"...minha irmã a Polyanna Arruda Borges, foi morta em setembro dia 23 do ano passado, de lá para cá vivemos numa guerra… Um luto eterno, pois não podemos, falo por mim e pela minha família, chorar e seguir adiante com a saudade sem tamanho que temos da Polyanna. Temos que viver na luta de achar os verdadeiros culpados e o porquê fizeram isso com minha irmã. Nada sabemos…

Minha irmã saiu de casa no dia 23, uma quarta feira, ela iria dar uma palestra para estudantes de publicidade da PUC/GO, pois ela apenas com 26 anos já era sócia-proprietária de uma das agências mais respeitadas de Goiânia. Isso era 7:20 Glória… 7:20 da manhã, e depois de sua partida para esssa palestra não sabemos ao certo o que aconteceu. Seu carro foi encontrado em chamas num bairro distante do local da palestra, isso ás 10:20 e esse dia foi o pior dia da minha vida… Recebemos a notícia que seu carro havia sido encontrado, mas a Polyanna tinha desaperecido, passei dia inteiro na delegacia, tentando ajudar a polícia, dando informações, vendo policiais bocejando enquanto contava sobre a Polyanna…Escutando piloto de helicoptero dizendo que estava a procura de urubus para encontrar a minha irmã…

Foi terrível, tinha a esperança que um sequestrador ligasse pedindo resgate, mas nada… No dia 24 ás 19h recebemos a notícia que tinham encontrado a Polyanna, mas morta a tiros…No seu velório o caixão teve que ser todo lacrado, pois além do seu corpo ter passado muito tempo na terra, na chuva, ela estava muito machucada pelos assassinos. Glória, ela é linda, um sorriso que abria meu sorriso e um abraço que me dava cocégas… Agora estou nessa peleja de lutar para ter Justiça, pois como falei nada se sabe…

A polícia parece não ter competencia para investigar o caso, estamos agora pedindo SOCORRO, porque é desesperador imaginar que os culpados por ter arrancado um pedaço da minha família esteja solto, não seja punido… Sei que você pode nos ajudar e percebemos que quando movimentamos a imprensa o caso da Polyanna não fica esquecido, é uma loucura tudo que estamos vivendo. Fomos já em vários políticos, secretario de segurança, Ministério público, e ouvimos sempre as mesmas promessas, mas nada de concreto temos."

Priscila Borges

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